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domingo, 10 de outubro de 2010

JOVEM GUARDA: O TEMPO NÃO CONSEGUE APAGAR


MÚSICA - A música brasileira dos anos sessenta, que na verdade teve seu começo na segunda metade dos anos cinquenta, apesar de ofuscada, nunca deixou de estar na boca do povo e animar os mais diferentes eventos por esse Brasil afora. Não tem festa que não termine com os embalos das agitadas musicas daquela época.


A juventude brasileira daquele tempo se dividia em duas alas: a mais intelectualizada, que assistia a programas como “O Fino da Bossa” de Elis Regina e Jair Rodrigues, na TV Record e não perdia um festival da canção. A outra, bem mais numerosa, das camadas populares, preferia um roquinho básico.

Essa segunda platéia era a moçada da jovem guarda cujo estilo musical passou a ser uma marca e não apenas o nome de um programa de televisão que foi apresentado entre 1965 e 68 por, Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléa. Era a turma do iê,iê, iê  que dentro da maior simplicidade e normalidade sonhava viver embalado em ritmo de aventura.

A jovem guarda, apesar de não ter uma história bem contada, alcançou fãs tão fiéis que sustentam até hoje seus artistas, independentemente de eles terem discos novos lançados.

Naquela época tudo parecia uma festa interminável, e qualquer festinha virava Festa de Arromba.

A qualidade das músicas dependia muito dos estúdios de gravação, dos instrumentos a que tinham acesso, dada a dificuldade de importar equipamentos.

 - DETALHE: Vovó Donalda acrescenta na conversa que Erasmo Carlos inspirado na Beatlemania, foi o idealizador do programa Jovem Guarda. O tremendão teve a idéia quando a Tv Record precisava preencher o horário esportivo que ficou vago por causa da proibição da transmissão direta dos jogos do campeonato paulista de futebol.

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